O Show do Milhão de Moisés para atrair lideranças para o PSL; MDB discute hoje o posicionamento do partido na Alesc; Governo do Estado responde sobre nova manobra da PGE entre outros destaques


Foto de Marcelo Lula

Marcelo Lula

As baladas do governador Carlos Moisés da Silva (PSL) continuam, mas dessa vez, fora da Casa D’Agronômica, com o objetivo de atrair possíveis candidatos para se filiarem ao PSL, aliás, conversas que tem sido constantes e que mostram que a nova política segue uma prática nada ortodoxa.

Para mais um jantar na semana passada com prefeitos e lideranças municipais, Moisés escolheu a casa do secretário de Estado da Casa Civil, Douglas Borba, como o local ideal para seguir seduzindo lideranças de vários partidos, em especial, as filiadas ao MDB e ao Progressistas, antigo partido de Borba.

Segundo uma fonte que participou do jantar, agora a promessa está ainda maior, comparada com as que foram feitas antes. O valor é de R$ 300 mil da fatia do fundo partidário para quem aceitar disputar às eleições pelo PSL e, mais, meio milhão de reais em convênios aos municípios. Será essa a nova política? Veja bem, Moisés estaria supostamente condicionando apoio aos municípios em troca da filiação de lideranças, só que tudo isso com dinheiro que é público.

Vale destacar a presença do prefeito de Nova Trento, Gian Voltolini, e o pré-candidato do progressistas no município. Além dele, os prefeitos de Praia Grande, Passo dos Torres, São Bonifácio, Fraiburgo e de outros municípios que também estiveram no encontro.

 

Impeachment: A nova manobra

O Governo do Estado enviou nota em resposta a informação divulgada pelo SCemPauta na sexta-feira (31), que denunciou uma manobra feita pela Procuradoria Geral do Estado para garantir o pagamento do reajuste já concedido pelo Executivo administrativamente, retroativo de janeiro a setembro do ano passado. Segue a nota:

 “O Governo do Estado esclarece que a mencionada página de deliberação do Grupo Gestor de Governo (GGG) trata-se de peça em elaboração dentro do Sistema de Gestão de Processo Eletrônico (SGPE). Por se tratar de um processo digital, a área técnica do GGG providencia todos os documentos necessários para agilizar a análise dos integrantes do GGG. Ainda não houve deliberação do GGG a respeito da solicitação da Associação dos Procuradores do Estado de Santa Catarina (Aproesc). Portanto, não procede a informação de que o pedido teria sido indeferido pelo GGG” – Assessoria de Comunicação da Procuradoria Geral do Estado

 

Explicação contestável

As informações foram retiradas do próprio sistema do Governo do Estado, além disso, a deliberação já está numerada sequencialmente e, afronta integralmente a defesa do governador Carlos Moisés da Silva (PSL), que sustenta que concedeu o reajuste cumprindo uma decisão judicial. Será que foi por essa razão que seguraram a análise do Grupo Gestor, ou porque vazou a estratégia? Além disso, o Governo admite que o documento divulgado pelo SCemPauta está marcado como indeferido, mas, diz que não está assinado por não ter havido a deliberação. Ora, se não há decisão, por qual motivo já estaria marcado como indeferido? (Clique e Confira – PGE 3).

 

Acesso ao documento

Ainda de acordo com a assessoria de comunicação do Governo do Estado, o documento ao qual o SCemPauta teve acesso com exclusividade se encontra na área de “documentos em elaboração”, não na área de peças oficiais do processo, como é feito quando já há uma decisão. Além disso, diz que os mesmos deveriam estar assinados. Acontece que o acesso ao documento foi externo e, neste caso, somente é possível acessar os que já estão deliberados e finalizados. Já quando o acesso é interno, que não foi o caso, aí sim é possível acessar a área de “documentos em elaboração”.

Bornhausen articula

Em São Paulo o ex-senador Jorge Bornhausen tem sido visto como um dos grandes articuladores dos futuros projetos eleitorais para o Brasil. A preferência da uma das maiores lideranças políticas catarinense seria pelo apresentador Luciano Huck (sem partido), o qual, segundo Bornhausen, deve se mostrar mais como liderança política. O que se sabe, é que se o apresentador aceitar o apadrinhamento, o caminho deve ser o Podemos, partido que é comandado em Santa Catarina, pelo ex-deputado Paulinho Bornhausen, mesmo não estando oficialmente na presidência. Um detalhe que chama a atenção, é que o ex-senador tem levantado a discussão sobre a volta do sistema parlamentarista.

 

Reflexo em SC

Os prefeitos de Blumenau, Mário Hildebrandt, e de Balneário Camboriú, Fabrício de Oliveira, ambos sem partido, ainda não definiram onde irão se filiar. Apoiadores do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), o caminho natural parece ser a Aliança pelo Brasil, mas, também conversam com o Podemos. A questão é que se foram para o partido que é comandado pela família Bornhausen em Santa Catarina, ficarão na chamada “sinuca de bico”, pois o ex-senador Jorge Bornhausen é um apoiador de Luciano Huck para a Presidência da República em 2022, não de Bolsonaro.

 

Jantar na Agronômica

O governador Carlos Moisés da Silva (PSL) recebe hoje às 19h os deputados estaduais considerados de sua base na Assembleia Legislativa. Nem todos os parlamentares convidados confirmaram a participação, mas a expectativa do Governo é que a maioria esteja presente para a discussão de pautas como o impeachment e a reforma da Previdência.

 

MDB e a liderança

Hoje o MDB deve definir como será a sua relação com o governo de Carlos Moisés da Silva (PSL) na Assembleia Legislativa. A maioria das lideranças não concorda em ter um deputado do partido como o líder do governo. A executiva se reúne no início da tarde e, após, os deputados se reúnem para discutir a questão. Os olhos estão voltados a Luiz Fernando Vampiro, amigo e ex-colega de universidade de Moisés, que goza de uma total liberdade na Casa D’Agronômica.

 

Deputado denuncia

O deputado estadual Bruno Souza (NOVO), denunciou a compra de 85 veículos no valor de até R$ 150 mil, para a Secretaria de Estado da Educação. De acordo com Souza, a situação mostra um verdadeiro abuso do dinheiro público, além de possíveis arbitrariedades em duas situações, sendo a primeira, a escolha dos veículos que tem características que não seguem o que rege o decreto que dispõe sobre a aquisição de carros oficiais para o Governo. Além disso, Souza explica que de acordo com o edital, os veículos foram comprados para atender as 36 coordenadorias regionais da Educação, porém, estão muito além do necessário gerando um custo elevado ao erário público.

 

Se impressionou

Quando visitou o almoxarifado da Secretaria de Estado da Educação, o deputado estadual Bruno Souza (NOVO), se surpreendeu. “Com o Estado devendo, temos espaço para termos uma secretaria do luxo? Enquanto isso, na ponta a realidade é outra, pois há crianças que estudarão no calor por não ter fio para a instalação de ventiladores”, questiona. Souza disse que tornou público o seu questionamento, após ter buscado contato sem obter uma resposta.

Nota da SED

“Após o diagnóstico de uma frota sucateada, obtido pela SED em 2019, com unidades que nem mesmo possuíam veículos para atuar junto às 1071 escolas estaduais, o Governo do Estado investiu na compra de automóveis para o atendimento pedagógico, de supervisão e de suporte tecnológico nas 36 Coordenadorias Regionais de Educação. A escolha foi por um modelo de veículo com todas as especificações necessárias para que a gestão se faça presente na escola em qualquer localidade do Estado, uma premissa deste governo. Assim, foram adquiridos automóveis zero quilômetro, para a segurança dos servidores e pelo fim de frequentes gastos com reparos paliativos. Os veículos a diesel têm vida útil prolongada, combinam espaço de carga e a cabine apropriada para o transporte de equipes. Além disso, a função 4×4 atende da melhor forma possível o acesso aos mais diversos terrenos pelo interior. Da mesma maneira, o modelo oferta segurança em distâncias que chegam a 170 km entre coordenadorias e escolas, realidade referendada por quem conhece a rede estadual de ensino de Santa Catarina. Os 62 automóveis Fiat Toro estão em fase de plotagem e finalização do emplacamento para a entrega nos próximos dias às coordenadorias. Eles permitirão à SED tirar automóveis de circulação que já não se encontram em condições de trafegar, consumindo recursos e oferecendo risco aos servidores.

Para cobramos resultados, precisamos oferecer condições para que os responsáveis pela educação nos auxiliem a dar respostas mais rápidas para as escolas. A ação é a de uma gestão responsável, que prima pelo bom investimento dos recursos públicos.

 

Esclarecimentos:

 

1) O número de veículos adquiridos corresponde a 62 unidades, tendo em vista que a SED deve reservar 25% do objeto licitado (seriam 21 unidades a mais) para a compra de micro ou

pequenas empresas (ME/EPP), no entanto, a oferta apresentada estava acima do valor das demais unidades e não foi aceita pela SED.

 

2) O valor unitário dos carros adquiridos é de R$ 120.000,00.

 

3) Acerca de questionamentos sobre especificações de compra, apresentação de exposição de motivos, justificativa e comprovação de necessidade, a SED informa que produziu todas estas informações e obteve a aprovação da SEA e do Grupo Gestor de Governo, de acordo com o que versa o DECRETO 660/2011 em seu capítulo III, Art. 6, § 2º: § 2º A SEA poderá autorizar, excepcionalmente, a aquisição de veículo que não esteja previsto no plano anual de aquisição, desde que acompanhado de exposição de motivos com justificativa e comprovação da necessidade, sem prejuízo da observância aos arts. 7º, § 2º, e 8º deste Decreto” – Assessoria de Comunicação da Secretaria de Estado da Educação